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JESUS, UM REVOLUCIONÁRIO?

Benedicto Ismael C. Dutra
14/04/2014



"Aqueles que completarem o ciclo emergindo, podem celebrar a ressurreição, deixando para trás tudo quanto é material."

Zelota é mais um livro sobre Jesus. Escrito com seriedade por Reza Aslan, que pesquisou a vida e a época de Jesus, mas não conseguiu se libertar do conceito de revolucionário político. Para a humanidade que havia se afastado da Luz da Verdade, a Mensagem de Jesus foi tida como revolucionária, pois colocava em cheque os pressupostos estabelecidos, indolentemente aceitos.

Porque não havia como fazer silenciar a sua voz vibrante, foi capturado, torturado e executado sem que se pudesse imputar-lhe qualquer ato culposo. Pilatos, num gesto de incompreensão, lavou as mãos. Jesus não se interessava pela política, como era o caso de Judas Iscariotes, nem pelo poder que se concentrava nas mãos das autoridades religiosas. Mas opunha-se frontalmente ao sistema de vida restrito ao puramente material, como alvo prioritário da humanidade cuja antena para o espiritual já havia sido baixada pelo raciocínio super cultivado.

A espada que Jesus empunhava era a Palavra Iluminada que desfazia os mitos e as falsas interpretações. Seu legado ficou prejudicado por dois milênios, até que o escritor alemão Abdruschin fez a reconstituição na Mensagem do Graal, obra ainda pouco pesquisada pelos estudiosos de temas religiosos.

Segundo Abdruschin, “é um grande erro as criaturas humanas acreditarem que pela morte na cruz esteja garantido o perdão de seus pecados... As explicações de Jesus que tudo abrangia mostram, em quadros práticos, a necessidade de observar e dar apreço à vontade divina, que se encontra nas leis da Criação, bem como aos seus efeitos, na obediência e na desobediência. Sua obra libertadora consistiu em trazer essa explicação, que devia mostrar as falhas e os danos das práticas religiosas, pois ela trouxe em si a Verdade, a fim de iluminar a escuridão crescente do espírito humano... Uma grande lacuna na possibilidade de compreensão de tudo isso advém apenas da circunstância de os seres humanos ainda não haverem procurado essas leis de Deus na Criação, não as conhecendo, por conseguinte, até hoje, tendo apenas encontrado aqui e acolá pequenos fragmentos disso, onde justamente tropeçaram”.

Somos cidadãos do Cosmos, porém ainda não compreendemos como surgiu a Criação e o porquê. O ateísmo se tornou uma prática entre os pesquisadores. Isso é lamentável, pois tudo evidencia a existência de uma ordem na Criação orientada pela Vontade do Criador. Os pesquisadores sinceros poderiam se esforçar mais no sentido de compreender a Criação e suas leis cósmicas, cujo teor Jesus mencionou em parte, de modo simples, para aquela época. Qual a finalidade de nossa existência? De onde viemos e para onde vamos? Por que existe tanto sofrimento na Terra? Quais são as leis que regem o mundo?

Não é por acaso que as leis da natureza funcionam em rigorosa lógica. Como Jesus explicava, a matéria surgiu como o grande campo de cultivo da semente espiritual para que pudesse desenvolver seus talentos. Vindos de cima os germes espirituais descem à matéria. Aqueles que completarem o ciclo, emergindo como espírito humano completo, podem celebrar a ressurreição, deixando para trás tudo quanto é material. As religiões dogmatizaram tudo, gerando, no inconformismo dos pesquisadores, a ideia do ateísmo. No entanto, a pesquisa sincera dos fundamentos das leis da natureza deveria levar ao saber oposto a isso.

No Universo existem sistemas que podem ser reconhecidos por todos e são chamados pelos estudiosos de Leis da Natureza. Essas leis são encontradas na simplicidade de cada dia, como no dar e receber, no plantar e colher. Entre elas, podemos destacar a lei da gravidade, a lei do movimento, a lei da atração, a lei da ação e reação. Na Mensagem do Graal, Abdruschin discorre sobre o funcionamento das chamadas Leis da Natureza ou Leis da Criação, evidenciando sua relevância para o entendimento do Universo e do cotidiano de cada um, dando as bases para uma construção duradoura. A Mensagem mostra o caminho para que o ser humano possa atingir vibrações mais altas por meio de suas intuições, seus pensamentos, suas palavras e ações, promovendo harmonia em nosso ambiente tão nefastamente influenciado pelos maus pensamentos.



Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel e é associado ao Rotary Club de São Paulo. É articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. É também coordenador dos sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br, e autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”, “O segredo de Darwin”,“2012...e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens” e “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade (Madras Editora)”. E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7
Comentários:


Augusto Amaral Dutra (augustodutra@terra.com.br) comentou em 26/04/2014 - 16:04:32

Ismael
Uma lamentável verdade. Não somente por ignorancia, mas principalmente comodismo, as pessoas preferem imputar toda a responsabilidade da salvação nos ombros de Jesus, atribuindo à sua morte o grande marco da salvação de todos. Ledo engano pois se não houver entendimento no sentido de, não somente seguir seus passos, mas principalmente imita-lo, nada vai acontecer.
grande abraço
Augusto


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