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TERRITÓRIO RESTRITO

Benedicto Ismael C. Dutra
13/04/2009



No planeta Terra, desde o término da 2ª Grande Guerra, acentuaram-se as desigualdades de oportunidades. Na falta de um crescimento homogêneo e compartilhado, a prosperidade ficou mais ao alcance dos ricos e poderosos, criando uma imensidão de populações menos privilegiadas. Se em seus países de origem os pobres não conseguem fugir da exclusão social, então porque não tentar a vida noutro lugar, nos Estados Unidos, por exemplo.
 
Em Território Restrito vemos exatamente isso: um País rico, desenvolvido, com a vida organizada e a população disciplinada, onde muitos se arriscam para obter uma  oportunidade de fugir da miséria. O sonho dos sonhos. Nos Estados Unidos a vida é boa, e poderá ser ainda melhor quando aquele povo descobrir a importância do equilíbrio entre o trabalho, o dinheiro e a vida em seus propósitos essenciais, pois com esse equilíbrio é possível alcançar um estágio mais elevado de respeito e consideração partindo do íntimo, e não apenas de uma atitude comportamental aprendida de fora para dentro, a qual muitas vezes é seguida apenas pelo temor das represálias rígidas e severas.
 
Na cidade de Los Angeles muitos imigrantes latino-americanos, orientais, judeus, árabes e australianos, compartilham o sonho de obter o visto de residência americano. Vivendo numa situação dramática de muita aspereza, eles tentam obter uma condição melhor que não conseguiram onde nasceram, mas enfrentam a rigidez de pessoas que dão às normas interpretações pessoais e preconceituosas. Harrison Ford apresenta-se como um agente federal imigratório humano e com elevado senso de justiça, o que ameniza a aspereza da situação. Com boa sequência o filme prende a atenção mostrando as dificuldades da vida no século 21 e a luta pela sobrevivência com a miséria se espalhando pelo mundo.
 
O filme poderia ter fechado numa cena de esperança num futuro melhor como a da menina africana encontrando uma mãe adotiva; ou a do jovem Gavin sendo acolhido na escola hebraica com seu greencard. Mas o diretor Wayne Kramer preferiu a cena derrotista da mexicana Mireya Sanches interpretada pela brasileira Alice Braga. Sinal dos Tempos? O realizador povo norte-americano está percebendo que o seu país se tornou um grande devedor, com 10 trilhões de dívidas comprometendo o período de bonança.
 
Enfim, ao mostrar a atração dos Estados Unidos na busca de novas oportunidades, o filme mostra que poderíamos ter produzido uma forma de vida mais humana no planeta Terra.



Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel e é associado ao Rotary Club de São Paulo. É articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. É também coordenador dos sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br, e autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”, “O segredo de Darwin”,“2012...e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens” e “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade (Madras Editora)”. E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7
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