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ORIGEM DA DESIGUALDADE

Benedicto Ismael C. Dutra
19/12/2014



O mundo caminha para uma situação confusa e incerta. Há um apagão mental e falta de bom senso. Falta também preparo para as novas gerações e união em torno de uma meta comum de sobrevivência condigna em paz e sustentabilidade, com respeito à natureza. Permitimos a poluição dos rios e mares sem um olhar responsável para o futuro. É lamentável o descaso dos gestores no que se refere a obras públicas. Agem como se estivessem fazendo favor para a população e aos empresários que constroem o Brasil.

É o caso do Rodoanel Mário Covas, em São Paulo, que de tão mal projetado já provocou uma série de desastres nas curvas mal feitas. As vias de entrada e saída para o município de Embu das Artes, só para citar um exemplo, são calamitosas. Só agora, após mais de doze anos, é que está sendo viabilizada a passagem direta para a Rodovia BR-116 em direção ao Sul.

O mesmo tem ocorrido em quase todas as construções públicas, de metrôs a aeroportos, de rodovias a terminais marítimos. Uma grande desigualdade está sendo gerada pelo tratamento que os eleitos pelo voto e seus escolhidos para administrar o país dão ao resto da população com se fossem os grandes barões que estão acima de tudo e de todos.

A cidade de São Paulo ficava afogada com as fortes chuvas. Atualmente, com a grande seca, está afogada no trânsito, com excesso de veículos e de poluição que deixa o ar irrespirável. No que diz respeito ao trânsito e a mobilidade, o prefeito Fernando Haddad poderia ouvir os taxistas que conhecem bem os problemas, antes de ir implantando as ciclovias e faixas exclusivas que estão reduzindo o espaço dos automóveis e caminhões. Em consequência, a cidade está parando cada vez mais.

Há uma crise lá fora e outra aqui mesmo. É lamentável o fato de o Brasil estar sempre recomeçando do zero devido à falta de responsabilidade e de seriedade no presente. Mas isso não acontece só aqui. O mundo inteiro está funcionando desse jeito, tudo em função do dinheiro e do poder, enquanto a natureza, a verdadeira riqueza que sustenta a vida, é atacada diariamente em suas bases.

Já se torna nítido um novo perigo: as contas do Brasil estão ficando desbalanceadas. Muitos gastos, muitas remessas de divisas para o exterior e déficit no comércio externo. Falta uma análise realista sobre as causas da desindustrialização no país. Novo tempo requer novo foco, examinando temas atuais para auxiliar escolas e professores para estimular os alunos a refletir. Temos de conscientizar e preparar adequadamente os jovens para alcançarmos melhores condições de vida.

No Brasil, as populações ficaram sem condições de vida no campo e foram se amontoar nas cidades, construindo favelas ao lado dos mananciais. Ao longo dos séculos tem faltado, da parte de governantes e elites, o desejo da melhora geral das condições de vida, como meta a ser alcançada sem escorchar o bolso dos contribuintes.

O querer deve partir do eu interior e, com a força de vontade e o raciocínio, ser posto em execução. Imagine todo esse potencial mobilizado para construir beneficamente ao amparo das leis naturais da Criação. Um futuro melhor depende de nosso querer e disposição para buscar valores que contribuam para melhorar as condições que favoreçam o progresso real.




Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel e é associado ao Rotary Club de São Paulo. É articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. É também coordenador dos sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br, e autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”, “O segredo de Darwin”,“2012...e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens” e “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade (Madras Editora)”. E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7
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