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A PAZ E O PROGRESO SÃO POSSÍVEIS

Benedicto Ismael C. Dutra
03/12/2008



Quando acaba a festa, o que sobra é a dura realidade sob a qual grande parte das pessoas permanece mais ou menos atordoada. Diante das agruras da vida é preciso paciência para enfrentar e compreender que cada um é o responsável pela dura realidade que enfrenta. Não adianta ficar buscando um culpado para aquilo de mal que nos atinge, ou ficar consultando horóscopos sem conhecer como funciona o destino.

Sob o sol abrasador que atinge várias regiões do Planeta as pessoas estão feito baratas tontas. Por muitas vezes temos ouvido falar em crescimento harmônico com o meio ambiente e entre os povos e indivíduos. Séculos se passaram, mas o meio ambiente tem sido continuamente destruído, as espécies extintas, e a miséria aumentando sempre.

Assim como os dirigentes das religiões sempre procuram interpretar a natureza da forma que melhor atendesse aos seus interesses, os detentores do poder econômico também passaram a desenvolver as teorias que explicassem a vida da maneira mais apropriada ao crescimento de sua riqueza e poder. Ambos deixaram de favorecer a real evolução dos seres humanos, repetindo continuamente uma falsa realidade, propiciando o surgimento de uma humanidade que não sabe mais como lidar com a realidade interior, vivendo apenas em função de estímulos externos.

Necessitamos de uma população forte, preparada e automotivada, apta a enfrentar e resolver os desafios que a vida material impõe, e ao mesmo tempo evoluir, crescer como ser humano. Poucos são os seres humanos que ainda conseguem perceber o eu interior e a abrangência da vida, restringindo-se o seu saber sobre a existência, apenas ao curto período entre o nascimento e a morte.

Assim, para muitos, a vida perde o seu significado mais amplo, restringindo-se apenas aos aspectos puramente materiais. Evidentemente os relacionamentos tinham de perder o calor humano, pois não há conexões entre o eu interior das pessoas. O falar muitas vezes se torna áspero, exigente. Faltam palavras bonitas, gostosas de ouvir. Faltam a compreensão, a serenidade, a paz, a amizade. O que prevalece é o individualismo selvagem e o arbítrio dos mais fortes. Na falta de alegria e beleza em suas vidas, muitos se distraem com as desgraças alheias fartamente divulgadas na televisão.

Muitas são as pessoas que gostariam de fugir da dura realidade, buscando um alívio para as coisas difíceis e desagradáveis. Nos momentos de fragilidade muitos já anseiam por encontrar um caminho em meio ao mundo complicado em que vivemos, complicações essas introduzidas pelos próprios seres humanos que se afastaram da naturalidade, da simplicidade, da clareza. Para muitas pessoas a paz e a tranquilidade interior vão se tornando o mais valioso na vida. A paz e o progresso são possíveis, mas devemos lutar para a sua conquista.



Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel e é associado ao Rotary Club de São Paulo. É articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. É também coordenador dos sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br, e autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”, “O segredo de Darwin”,“2012...e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens” e “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade (Madras Editora)”. E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7
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