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O destino dos indivíduos e dos povos

Benedicto Ismael C. Dutra
23/03/2016



  A geração atual pressente que está navegando aceleradamente pela vida e pelo tempo e se cansa por não ver o fim do túnel. Não está indagando sobre as causas da vida e os porquês do destino como deveria. Simplesmente vai levando. O tempo passa sem saber o que fazer da vida. O que fez? O que deveria ter feito? Qual o sentido de toda essa ocupação ou desocupação para muitos? As respostas estão além da capacidade de compreender, mas falta maior esforço para adquirir o saber e pensar na responsabilidade do próprio querer, das ações e de suas consequências.

 Nossos destinos são invisíveis, estão além de nossa capacidade de ver, compreender e controlar. No entanto, podemos adquirir o saber de que tudo na vida é regido pelo funcionamento automático das leis da Criação, que expressam a perfeição da Vontade do Criador, que trazem para cada pessoa a colheita de tudo que semeou com o seu querer, pensamentos, palavras e ações.

 Cada ser humano tece o seu próprio destino com as suas ações e pensamentos. Não há injustiças nem perseguições, podendo cada indivíduo sempre dirigir o seu rumo para o progresso e a felicidade com a força de sua vontade. Assim como os indivíduos, os povos também estabelecem um destino em seu conjunto e, por fim, a própria humanidade estabelece um caminho decorrente da sintonização geral, seus alvos e interesses predominantes.

 Através do querer, são lançados os fios do destino, amarrando causas e efeitos, fazendo tudo voltar aos seus geradores. Os indivíduos, o Brasil e o mundo se encontram diante de acontecimentos fortes, abaladores, que nada mais são do que a colheita da semeadura lançada através dos séculos. A forma de viver se tornou árdua quando o homem se distanciou da natureza, a qual é fonte de atendimento das necessidades, passando a depender da posse do dinheiro. Hoje, na maioria das cidades, o dinheiro se tornou indispensável; embora não garanta a felicidade, reduz a penúria. Com o avanço da civilização, aumentaram as necessidades e o mundo se tornou hostil, individualista e competitivo, e a espiritualidade foi relegada à condição de lenda.

 A vida exige metas mais imediatas, relativas ao atendimento das necessidades, e mais remotas, relativas à evolução da espécie. Devemos buscar o saber do por que estamos vivos neste planeta, o que sempre traz alegria a quem procura com sinceridade. Em vez disso, o dinheiro passou a ser o alvo mais cobiçado e, dessa forma, os humanos não vacilam em embrutecer a própria alma para obtê-lo.

 O futuro depende da educação das crianças. Elas devem ser nutridas com alimentos sadios e sonhos de um mundo melhor. Sem o indispensável arroz e feijão, sem o aprendizado do ler, escrever e falar, deixam de ser nutridos corpos e mentes, e com isso aniquilam-se as esperanças, compromete-se o futuro. Depois ficam todos se queixando quando aparece um populista que, percebendo o desânimo e a desesperança, age como falso profeta, se antepondo às elites que descuidam do desenvolvimento humano, prometendo integração das massas excluídas, mas que age somente em causa própria, deixando tudo na mesma.

 Muitas pessoas estão ocupadas, pressentindo que o tempo está voando e se deixam dominar pelo cansaço, mas não indagam as causas. Simplesmente vão levando sem olhar para o sentido de toda essa superocupação. Para encontrar as respostas e adquirir o saber, basta querer com sinceridade, ficar atento e se esforçar.

 




Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel e é associado ao Rotary Club de São Paulo. É articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. É também coordenador dos sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br, e autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”, “O segredo de Darwin”,“2012...e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens” e “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade (Madras Editora)”. E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7
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