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Florence - quem é essa mulher?

Benedicto Ismael C. Dutra
12/07/2016



 
O filme Florence tem uma pegada firme na música clássica romântica e nas composições feitas com a preponderância do coração, mas expõe a barulheira do clássico técnico onde o compositor se esmera na composição cheia de regras e distante do coração intuitivo. No entanto, apresenta algumas semelhanças com o atual mundo de aparências em que vivemos. 

Em geral em nosso mundo falta autocrítica; as pessoas querem fazer, mas não querem perceber que precisam examinar suas aptidões e se preparar arduamente; nada surge pronto sem um longo período de formação e preparo. Por outro lado, há que haver sinceridade, pois o viver em ilusão é nefasto, não é a vida real; é vida fictícia, a falsa felicidade em que muitos querem acreditar.

Florence (Meryl Streep) é apresentada com uma aparência estranha, enquanto o seu marido (Hugh Grant) tem um desempenho soberbo. Ela tinha muito dinheiro e muito amor pela música, mas também vaidade. O filme cria cenários estapafúrdios como no nosso mundo político, social e econômico onde a mentira tem prevalecido por séculos, sendo por todas as maneiras impedidos de falar aqueles que se esforçam por mostrar a verdade.

Realmente Florence se preocupava com os soldados que estavam enfrentando a guerra, mas isso não modificava a sua desafinação no canto lírico, e aqueles que estavam ao seu lado não a alertavam, ao contrário, teciam falsos elogios, por interesse, mas não queriam se comprometer pondo em risco a sua credibilidade artística. 

A verdade sempre tem assustado aqueles que vivem e tecem ilusões mentirosas. Isso tem sido largamente empregado para manter o marasmo das massas, mas agora estamos adentrando numa fase que nada mais consegue permanecer oculto, e tudo vem à tona para que a verdade se imponha sobre o viver, acabando com a cegueira e com aqueles que vivem nas sombras tecendo falsidades. Como disse Viktor Frankl, “a consciência é a capacidade que torna o homem apto a captar o significado de uma situação na sua unicidade”. Lamentavelmente, em pleno século 21, na maior parte, ainda se vive na inconsciência pessoal e da vida, o que mantém o mundo atrasado e hostil, quando já deveria ter alcançado a verdade e o progresso libertador do ser humano.
 



Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel e é associado ao Rotary Club de São Paulo. É articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. É também coordenador dos sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br, e autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”, “O segredo de Darwin”,“2012...e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens” e “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade (Madras Editora)”. E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7
Comentários:


Edson da Cruz Maria (ed_maria@ig.com.br) comentou em 12/07/2016 - 13:07:51

A verdade vem a tona,isto esta ocorrendo de modo como nunca ocorreu em seculos, portanto aproveitando a oportunidade, parabéns pelas esclarecedoras palavras.

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