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Café Society

Benedicto Ismael C. Dutra
28/08/2016



 O filme Café Society, retratando os anos 1930 em Hollywood e Nova York, tem muito a ver com a nossa era de desencontros. Mostra a realidade social da época que gerou nossos dias turbulentos. Pessoas educadas, mas já com propensão prioritária para o que seja mais objetivo. Apresenta a época do grande avanço de Hollywood e seus produtores de filmes, influenciando o comportamento das pessoas e da busca de diversão com o uso de bebidas, muitas pessoas fumando,  música de jazz melancólico contendo a inspiração de compositores que ainda conseguiam a participação de um restinho de intuição. 

Veladamente, Woody Allen faz a sua crítica das religiões dominantes da época adentrando de leve no enigma da vida pós-morte, sem mencionar que a reencarnação do espírito acabou sendo suprimida com a força dada ao conceito de vida única, que levou as pessoas a permanecerem na ignorância sobre a continuidade da vida do espírito. 

Os homens se comportam com seriedade em relação à família e ao casamento, mesmo assim não conseguem escapar do viver fictício, apesar de salvaguardar as aparências, vivendo do sonho irrealizável. Em suma, vemos na tela toda a trajetória dos seres humanos que vão passando pela vida sem fazer o necessário esforço para compreendê-la, sem estabelecer propósitos enobrecedores, despendendo todo o tempo disponível atrás do dinheiro e diversões para entreter a mente e olvidar o espírito. No entanto, a estória narrada no filme não chega a empolgar, pois os personagens foram conduzidos para agir com frieza, em diálogos curtos sem a participação da intuição, do mesmo jeito que acontece na época atual. Destaque para Steve Carell, o tio de Bobby, que age com mais autenticidade.
 



Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel e é associado ao Rotary Club de São Paulo. É articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. É também coordenador dos sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br, e autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”, “O segredo de Darwin”,“2012...e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens” e “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade (Madras Editora)”. E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7
Comentários:


B. Dutra comentou em 31/08/2016 - 10:08:47

Em 2014, em entrevista para a FSP, Woody Allen disse que "Por ser ateu e não acreditar em outras encarnações ou numa razão para estarmos aqui, tive uma vida muito triste, sem esperança, assustadora"... "Você nasce sem motivo claro, sente um comichão sexual inexplicável para ter filhos, os tem, e então eles têm seus filhos, e você tampouco entende a razão.

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