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O homem que viu o infinito

Benedicto Ismael C. Dutra
29/09/2016



 O místico Srinivasa Ramanujan (Dev Patel) nasceu em 1887, em Madras, na Índia e foi fazer cálculos matemáticos em Cambridge, Inglaterra, ao lado do racionalista professor Hardy (Jeremy Irons), mostrando o confronto entre a intuição e a racionalidade. O filme  “O homem que viu o infinito” não explica com clareza para que serve a matemática, nem como funciona a intuição, um dom natural concedido a todos os seres humanos. A matemática é fascinante pelo desenvolvimento dos cálculos e conclusões a que eles induzem, muitas vezes fortalecendo o conceito racionalista da arrogância de só acreditar no que se pode comprovar, indo ao encontro do ateísmo. 
 
No entanto, a matemática e a geometria estão presentes em toda a natureza. A ciência dos números não consegue escapar da indicação do infinito, além das capacidades cognoscitivas do cérebro, mas o racionalista não quer entender isso, de que existe muito mais além da capacidade cerebral restrita ao tempo e espaço. Ramanujan tinha de sofrer o preconceito por ser indiano e por ter a capacidade de visualizar fórmulas e equações com a intuição, pois as leis naturais da Criação funcionam uniformemente em todo o universo, como a grande regularidade que se sintetizam nas fórmulas. 
 
Também aparece em cena o filósofo Bertrand Russel, que perdeu a cátedra por suas ideias pacifistas. Até que seria uma boa ideia um filme sobre ele. Naquela época, a Inglaterra era um celeiro de mentes brilhantes que, com seus conhecimentos poderiam ter dado um curso benéfico para a trajetória da humanidade. Tanto Hardy como Bertrand, apesar de toda a lógica, não lograram chegar ao reconhecimento de Deus que exige humildade espiritual e a participação de todas as capacitações com que os seres humanos foram dotados.
 
Para o espírito observador, que tem o eu interior desperto e faz reflexões intuitivas, a perfeição do Criador se revela na natureza, e a regularidade do comportamento das séries numéricas mostram isso. Apesar de intuitivo, o jovem descuidou da saúde, o que significa uma falha gravíssima, pois cada ser humano tem o dever de cuidar das necessidades do corpo atentamente, para permanecer forte e sadio para alcançar o autoaprimoramento  e viver de forma construtiva e beneficiadora.
 



Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel e é associado ao Rotary Club de São Paulo. É articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. É também coordenador dos sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br, e autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012...e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens” ,“A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin - Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7
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