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CHOQUE DE VONTADES E CONCILIAÇÃO

Benedicto Ismael C. Dutra
15/01/2010



Nas organizações, a energia deve fluir livremente para promover inovações e dinamismo na busca dos resultados esperados. A falta de melhor preparo e a perda de qualidade humana põe em risco o sistema democrático, porque nele a maioria tem o poder de escolha. Com o rebaixamento da qualidade humana, surge a possibilidade de manipulações e escolhas desastrosas.  O controle se torna rígido, e o autoritarismo entra em cena visando eliminar o choque de vontades, exigindo obediência cega, reduzindo a participação e o compartilhamento das informações. As tarefas se tornam mera rotina, executadas sem uma ação consciente do executante, isto é, sem estar presente a vivacidade individual, decorrendo daí uma situação de apatia e desinteresse.
 
No choque de vontades, as partes se polarizam e não conseguem encontrar solução comum. A energia se emaranha criando tensão e caos, permanecendo represada nos centros de comando. Cabe ao líder o papel de esclarecer qual é o objetivo a ser alcançado, aglutinando os indivíduos e transformando o querer em ação.
 
Quando as vontades caminham na mesma direção, a energia flui livremente de alto a baixo, criando um ambiente favorável e sendo canalizada para soluções benéficas para as partes que reduzem a sua rigidez em busca de harmonização. Cada parte deixa de pensar em si e, compreendendo os anseios da outra parte, procura vislumbrar soluções que contemplem ao conjunto. No entanto, atualmente, essa é a grande dificuldade que enfrentamos pela falta de confiança mútua e pelos medos que fazem as pessoas se protegerem, umas contra as outras.
 
Nessas condições, o autoritarismo entra em ação como meio para assegurar o atendimento das tarefas. Ademais, a raiva, a mágoa e o orgulho levam as pessoas a uma rigidez que as impede de buscar soluções conciliatórias. Quando todos estão juntos no querer, há um clima favorável e maior confiança na realização.
 
Mas se pensarmos “Por que existimos? Para que existimos?”, vamos acabar descobrindo que fazemos parte do povo dos seres humanos, cidadãos do Cosmos, e por isso temos responsabilidades especiais. Que espécie de mundo vamos deixar para nossos filhos e netos? Os líderes devem apontar para os objetivos essenciais, dando seu exemplo e agindo com coragem, seja na esfera pública ou empresarial. Necessitamos estar conscientes de que estamos contribuindo para a produção de algo útil, que se destina ao atendimento das necessidades humanas. Temos que cultivar a espontaneidade, desenvolver as tarefas com esmero, com vontade própria e não apenas por ser uma obrigação, sempre com responsabilidade, com o presente e com o futuro também.



Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel e é associado ao Rotary Club de São Paulo. É articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. É também coordenador dos sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br, e autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”, “O segredo de Darwin”,“2012...e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens” e “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade (Madras Editora)”. E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7
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