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Caminhões desgovernados

Benedicto Ismael C. Dutra
18/08/2017



  A vida real e a arte se confundem. Um exemplo foi o que aconteceu na Zona Norte da cidade de São Paulo: uma mulher foi morta para ser roubada. Algo semelhante aconteceu também nas telas, como o filme Baby Driver, que esbanja violência, a qual joga tudo para baixo e a cobiça por dinheiro abafa tudo. Crimes, chantagens. Que mundo é esse, violento e sem esperança?
 
Tudo no Brasil acaba sendo motivo de zombaria. Enfrentamos o apagão mental. Não temos um projeto para a melhora do país e sua população. A falta de preparo se manifesta nas atitudes de pessoas desmotivadas que, diante de problemas, dizem: “que se lixem, não é problema meu”. Precisamos de pessoas sensatas que, ao perceber os problemas que estão por surgir, indiquem medidas antecipadas de prevenção. Essas pessoas não vacilam em corrigir prontamente seus enganos.
 
O grande voluntarismo do governo refletiu-se no crescimento da dívida em 2014 e no desequilíbrio das contas em 2015. O aumento do imposto retira dinheiro do consumo direcionando-o para o déficit. A indústria enfrenta a voraz competição globalizada, sem saber o que fazer. A noção de livre comércio também se desgastou, requerendo novo arranjo. É preciso restabelecer o equilíbrio nas transações. 
 
Superpopulação, limitação dos recursos naturais, insegurança no trabalho - mais parece o apocalipse que os telejornais não se cansam de mostrar nas tragédias humanas, políticas e econômicas. O desmanche geral é apontado diariamente sem que se mostre solução, desesperançando e atemorizando a população, engrossando a violência nas cidades. Pouco se fala do grande descuido com a dívida e como ela cresceude forma explosiva.A indústria enfrenta a voraz competição globalizada; há superpopulação elimitação dos recursos naturais. É preciso negociar com oschineses para que haja bom equilíbrio nas transações. 
 
O que mais falta na América Latina são estadistas éticos e competentes que queiram o bem do seu país e da população. Mas eles agem como verdadeiras “Alices” que se maravilham com o poder para atender aos interesses pessoais, esquecendo que são responsáveis pela boa formação humana nas escolas. Descartando a questão do protecionismo, esses países precisam negociar o equilíbrio na produção e comércio devido à voraz competição global que usa de todos os meios para escoar sua produção voltada para o mercado externo, pois na falta disso o retrocesso ao tempo do colonialismo se torna uma tendência irreversível.
 
O cenário é complicado; é como se vários caminhões betoneiras estivessem descendo a ladeira na banguela, enquanto o mundo permanece distraído e apático, com várias pessoas sem trabalho e sem ganho, e outras abusando da fartura em suas mãos, mas todos igualmente inquietos, percebendo a velocidade dos caminhões, sem saber onde irão parar. Há o caminhão das alterações climáticas; o do fantasma da redução dos empregos; o da escassez da água potável e o do comprometimento da produção de alimentos. É a crise econômica.
 
A água, um bem de inestimável valor, que foi colocada no planeta na medida certa e que observadas as leis da natureza, teria se mantido pura através dos milênios, está sendo contaminada e escasseada pelos abusos e interferências nos processos de reciclagem natural. Um problema que vai se agravando pelo mundo insensível. 
 
O mal estar global pegou o Brasil em cheio face à ausência de patriotismo e desinteresses pessoais.  A desgraceira econômica para a qual o Brasil foi arrastado em suas contas deficitárias é oportuna para o mercado global. Os ativos estão sendo vendidos a preço de banana; o mercado financeiro se transformou em motel de curta permanência para ganhos através de operações especulativas com câmbio e juros. Empresas emprestam para as suas subsidiárias visando tirar proveito das altas taxas de juros. Devemos acabar com o desmanche. 
 
Há um problema grave na economia global. Supunha-se que a Coreia do Sul navegava em mares tranquilos, mas em recente pesquisa, verificou-se que também a população local se revelou pessimista quanto ao futuro da economia. O FMI indicou, em relatório, dez maneiras para expandir a economia dos Estados Unidos, mas estamos enfrentando uma crise global. Portanto, o FMI poderia fazer recomendações de caráter mundial na busca do equilíbrio na produção e comércio, no emprego e consumo, nas contas internas e externas, na utilização e preservação dos recursos naturais. Fora disso tudo, as medidas se tornam mero paliativo de eficácia duvidosa. O mundo precisa de líderes sábios para construções benéficas e duradouras. 
 



Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel e é associado ao Rotary Club de São Paulo. É articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. É também coordenador dos sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br, e autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012...e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens” ,“A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin - Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7
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