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EDUCAÇÃO E ENSINO — PESQUISA

Benedicto Ismael C. Dutra
10/02/2010



Você está satisfeito com o que está ensinando?

Você está satisfeito com o que está aprendendo?

Você está satisfeito com o que seus filhos estão aprendendo na Escola?
Dê a sua opinião e sua contribuição:
 
Atualmente no planeta o analfabetismo atinge cerca de 759 milhões de adultos. Mais de 140 milhões de crianças e jovens continuam fora da escola sem a oportunidade de estudar. Não basta alfabetizar é necessário fazê-los apreciar a leitura.
 
Eles precisam se empolgar com a vida e aprender de tudo, principiando pelas coisas mais simples que diretamente o atingem, seguindo o princípio do atendimento das necessidades humanas estudadas por Maslow, avançando sempre para que não fiquem estagnados e acomodados no atendimento das necessidades mais elementares, mas sim que busquem o aprimoramento da espécie humana como meta prioritária de tudo o que fazemos, aprendendo sobre o corpo humano e a conservação da saúde, sobre a alimentação, sobre a serenidade da mente e o controle dos pensamentos negativos.
 
         A educação engloba os processos de ensinar e aprender. É um fenômeno observado em qualquer sociedade e nos grupos constitutivos destas, responsável pela sua manutenção e perpetuação a partir da transposição, às gerações que se seguem, dos modos culturais de ser, estar e agir necessários à convivência e ao ajustamento de um membro no seu grupo ou sociedade.
O ensino é uma forma sistemática de transmissão de conhecimentos utilizada pelos humanos para instruir e educar seus semelhantes, geralmente em locais conhecidos como escolas, mas deve ser feito de modo vivo, que desperte interesse, que tenha utilidade pratica alem de contribuir para o desenvolvimento das inteligências.
O ensino pode ser praticado de diferentes formas. As principais são: o ensino formal, o ensino informal. O ensino formal é aquele praticado pelas instituições de ensino, com respaldo de conteúdo, forma, certificação, profissionais de ensino.
 
Relatório da Unesco
O relatório da Unesco aponta que, apesar da melhora apresentada entre 1999 e 2007, o índice de repetência no ensino fundamental brasileiro (18,7%) é o mais elevado na América Latina e fica expressivamente acima da média mundial (2,9%). Nesse período iniciou-se uma ação governamental mais firme e muitas coisas foram feitas. No entanto, com índices de repetência e abandono da escola entre os mais elevados da América Latina, a educação no Brasil exige medidas apropriadas, pois ainda permanecemos com qualidade de ensino muito baixa, e não raro com despreparo dos profissionais da Educação.
 
O alto índice de abandono nos primeiros anos de educação também alimenta a fragilidade do sistema educacional do Brasil. Cerca de 13,8% dos brasileiros largam os estudos já no primeiro ano no ensino básico. Neste quesito, o País só fica à frente da Nicarágua (26,2%) na América Latina e, mais uma vez, bem acima da média mundial (2,2%).
 
Na avaliação da Unesco, o Brasil poderia se encontrar em uma situação melhor se não fosse a baixa qualidade do seu ensino. Das quatro metas quantificáveis usadas pela organização, o País registra altos índices em três (atendimento universal, igualdade de gênero e analfabetismo), mas um indicador muito baixo no porcentual de crianças que ultrapassa o 5º ano. Problemas que a educação brasileira ainda enfrenta, a estrutura física precária das escolas e o número baixo de horas em sala de aula são apontados pelos técnicos da Unesco como fatores determinantes para a avaliação da qualidade do ensino.
 
Por que muitos alunos abandonam a escola?
 
Muitos jovens não estão satisfeitos, alegando que temos lhes oferecido muitas futilidades ao invés do saber real sobre a vida. Então, eles se cansam da escola, abandonando-a por julgarem que ela não lhes oferece nada de novo. O conhecimento sobre o nascimento do planeta Terra, das belezas e dinâmicas da natureza, e do funcionamento dos mecanismos que possibilitam a vida são indispensáveis para a formação de uma humanidade que possa admirar a vida, a cooperação e a paz. Precisamos conscientizá-los de que fazem parte do povo dos seres humanos e, portanto, necessitam servir-se da lei do permanente movimento na direção da contínua melhora pessoal e geral das condições e de qualidade de vida, e para tanto precisamos privilegiar ensinamentos de acordo com a realidade dos estudantes.
 
O ensino informal está relacionado ao processo de socialização do homem. Ocorre durante toda a vida, muitas vezes até mesmo de forma não intencional.
 
Estamos aprendendo constantemente e por diferentes vias e agentes. Mas necessitamos de modelos que nos inspirem a nos tornarmos melhores.
 
A educação tem como base incentivar o preparo para a vida, pois através dele os jovens adquirem maior consciência sobre si mesmos, o que os conduz ao aumento do interesse e capacitação para o aprendizado geral, inclusive o profissional, ficando mais aptos para ingressar no mercado de trabalho.
 
Todos nós percebemos que a escola está passando por uma séria crise na sua função. Temos uma enorme população de adolescentes despreparados para a vida. As famílias se desestruturam, os pais não conseguem motivar os filhos a se prepararem para a vida, isso leva a escola a assumir responsabilidade ainda maior, exigindo dos professores esforço e dedicação como em nenhuma outra época.
 
Para que seja alcançada uma boa educação, necessitamos resgatar o respeito humano e a consideração mútua na convivência e nas salas de aula, oferecendo aos professores reconhecimento e apoio para motivar os alunos à:
  • aderir ao hábito da leitura, mostrando aos jovens uma visão mais real e otimista da vida;
  • adquirir interesse na formação pessoal;
  • aumentar a conscientização para a necessidade do contínuo aprendizado e aprimoramento pessoal.
Nascemos para nos mantermos em atividade desenvolvida com sentido e dedicação, e quando fazemos isso, nos alegramos com o trabalho bem feito e nos sentimos felizes. O grande trabalho a ser realizado está em nós mesmos, no desenvolvimento de nosso potencial. O propósito da existência humana é a busca do autoaprimoramento, pois com capacidade de raciocinar e discernir, o ser humano está apto a distinguir intuitivamente o que é certo.  
 
Entre nós, no Brasil, o que se observa é a falta de habilitação dos estudantes para a atividade de leitura e para o raciocínio lógico, pois ambos capacitam o leitor a se tornar autodidata, buscando o conhecimento nas áreas de sua preferência. A leitura propicia a movimentação da inteligência emocional, o eu interior, e o raciocínio lógico, a analise reflexiva que leva à compreensão intuitiva que é a real compreensão. 
 
Capacitados a ler bem, os estudantes vão começar a raciocinar com mais clareza, e estarão mais aptos a definir as suas metas e a aprender sempre. A educação é a solução para um melhor futuro, mas só desejar não é suficiente, é preciso querer de fato e estar disposto a agir.
 
 
Grafico - Nivel de alfabetismo pelo planeta inteiro





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  Educar

Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel e é associado ao Rotary Club de São Paulo. É articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. É também coordenador dos sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br, e autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”, “O segredo de Darwin”,“2012...e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens” e “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade (Madras Editora)”. E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7
Comentários:


Omar Martinez Irgang (omar@worksoft.inf.br) comentou em 12/02/2010 - 12:02:07

A situação da educação no Brasil está crítica, deteriorando-se em valor a cada dia.
Começa pelo planejamento do conteúdo e pela forma de ser ministrado o ensino-'decoreba' ao invés de ensinar a pensar, chegando na baixa qualidade do material humano que ministra esse ensino (por remuneração baixa, falta de incentivo na carreira?)


Esméria Garcia Oséas (esmeriago@hotmail.com) comentou em 12/02/2010 - 16:02:02

Meu caro amigo,
Admiro seu empenho em prol da Educação do povo brasileiro!
Contudo, vejo todos os esforços de diferentes pessoas e de diferentes instituições, como um pequenino grão de areia numa enxurrada de bandalheiras!
Tudo terá que ser limpo primeiro.
Sugiro começar alguma coisa agindo como as correntes trevosas agem, pois conseguem abrir espaço até mesmo entre os bons. Estardalhaço, quanto maior melhor! Já que a sensatez foi derrotada, o medo e o susto poderão provocar pé no breque e reflexão:
"Gente, um grande cometa está se aproximando do planeta Terra. Ele está provocando grandes abalos sísmicos:terremotos, tsunamis, chuvas torrenciais, sol escaldante, frio enrijecedor! Quando ele chegar mais perto, mais da metade da população da Terra já terá sido varrida daqui.
Ora, Quem controla a natureza? Só pode ser Quem a criou! O Dono absoluto de tudo e de todos está mostrando que a faxina começou. Chega de materialismo,de superficialdades, de falsidades e injustiças! Chega de corrupção, de miséria e de dor.
Se você é um dos causadores do mal, se prepare, sua hora já chegou.


Raul Cabral Carneiro (raulcabral@gmail.com) comentou em 29/03/2010 - 09:03:42

Concordo com a importância em darmos um pouco mais de atenção as questões relacionadas à educação, vemos os dados segundo o artigo aqui exposto, o quanto o povo se priva do aprimoramento. Quem teve acesso e interesse pela educação recebeu algo de precioso e sabe o valor inestimável que isso representa diante para toda uma existência.
Se procurarmos enxergar pelo ponto de vista das catástrofes, que são causadas pelos furacões, enchentes e tsunamis, etc. Então é simples verificar a importância deste tema, porque tudo isso faz parte dos resultados da falta de aprimoramento humano. Porque a natureza só edifica em harmonia. Acho que se deixar levar pela correnteza do rio, onde corre o processo de educação brasileira, é o mesmo que se entregar e desistir. O caminho é tentar sempre. O professor de boa vontade aos pouco vai encontrando pequenas e preciosas oportunidades, mesmo no meio de tanta confusão, assim vai se ligando a pessoas de mesmo interesse e aos poucos já está conseguindo obter algum sucesso. Mas nada é por acaso e nem surge de uma hora para outra.
Hoje se fala de muitas profecias, dos tempos passados. Penso que estão se efetivando mesmo, já que não pode ser normal o que está acontecendo ao nosso redor. Negar isso seria no mínimo ingênuo. No entanto não é fixando o olhar no fim que se poderá auxiliar um novo começo. Eu sempre me lembro da Fabula do beija flor e da floresta em chamas. Quando eu ainda estava na alfabetização ouvia este conto e ficava imaginando o quanto era importante tentar apagar o fogo, o beija flor estava em pleno trabalho, tentando salvar aquilo que era dele, o lugar pelo qual ele fazia parte. Se somos humanos, deixar a floresta em chamas e fugir deveria ser mais um motivo de vergonha para carregar consigo por muito tempo. Sempre existe o que fazer, não é necessário só água para apagar o fogo, toda ajuda de boa vontade é bem vinda para salvar nossa floresta.


Isabel (isabelmsaid@yahoo.com.br) comentou em 11/04/2010 - 22:04:54

O artigo traz reflexões sobre a situação da educação brasileira nos dias atuais e nos faz pensar sobre o nosso papel como educadores. Hoje, muito se é discutido sobre a qualidade do ensino da escola. Mas acreditamos que esta só acontecerá quando todos estiverem juntos nessa caminhada (pais, mães, professores, coordeadores, diretores e funcionários). Diante das mudanças na sociedade contemporânea, a escola têm assumido funções que caberiam primeiro a família. Nesse sentido, a escola não pode ser sozinha responsável pela crise que vivemos. Ela também é produto do mundo em que vivemos e nós, portanto, somos responsáveis e devemos fazer a nossa parte. Como diz Geraldo Vandré: "... quem sabe faz a hora não espera acontecer...".

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