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ÁRVORE DA VIDA

Benedicto Ismael C. Dutra
19/09/2011



Árvore da Vida obriga o apressado ser humano a uma parada: Quem sou eu? De onde viemos? Por quê? O que significa estar vivo?

Qual a intenção do diretor Terrence Malik com seu filme A árvore da vida? Mostrar a formação da terra e a origem do ser humano? Mostrar os traumas de uma educação autoritária voltada para o sucesso e resultados, sem preocupação com os meios utilizados? Mostrar que a vida humana está desvalorizada e sem sentido? Mostrar que a vida é uma passagem rápida?

Enfim o filme passa por todas essas indagações, mostrando a vida de uma humanidade alienada, que percebe a grandiosidade da natureza e de seu Criador, mas fica apenas na superfície dos acontecimentos sem que haja uma busca mais profunda.

As crianças daquela época ouviam música clássica, mas como as de hoje também não recebiam orientação sobre o significado da vida, achando que podiam fazer o que bem entendessem com a natureza e com a própria vida, sem perceber que na terra tudo passa e se desintegra. Só os valores imperecíveis permanecem.

Temos de conservar a harmonia vivendo com alegria e gratidão, mantendo o contentamento em cada situação, seja agradável ou não, encarando o presente com coragem e confiança. A humanidade tem mantido a vida vazia e superficial, agarrando-se a futilidades, deixando o tempo passar sem aproveitamento. Nos fortalecemos com a movimentação através do esforço alegre para a superação das dificuldades, sem ficar resmungando e procurando culpados.

Tudo na natureza é beleza e harmonia. A árvore, a flor, a fruta. Rios, mares, montanhas. Tudo em movimento organizado e vivo. A fecundação, a geração de um corpo, seu crescimento passo a passo até atingir o corpo adulto. A maravilha que se reveste o funcionamento do corpo humano, nosso mais valioso bem recebido e nem sempre bem cuidado. Para que todo esse processo? Certamente não deveria ser para o sofrimento sem lógica nem para uma vida vazia e sem sentido?

Dentre todas as criaturas colocadas na face da terra, o ser humano é a mais avançada. No entanto, é a que mais distante se encontra de seu papel de conduzir o progressivo desenvolvimento, acompanhando a lei do movimento. Ficamos prisioneiros de um viver superficial permitindo o crescimento da ganância e da miséria. As mudanças na economia globalizada. A perda dos empregos. Tudo mostra a transitoriedade de nossa vida. No entanto, nos apegamos ao perecível, julgando ser os donos do planeta, podendo dele dispor, inconsequentemente, ao nosso bel prazer, conduzindo a vida para o abismo.

Um pouco arrastado, Árvore da Vida obriga o apressado ser humano a uma parada: Quem sou eu? De onde viemos? Por quê? O que significa estar vivo? Qual o propósito da vida? Se o expectador vai refletir sobre a sua responsabilidade e sobre a gravidade do momento, que evidencia a existência de ameaças concretas quanto a continuidade da nossa espécie, já é uma outra história.




Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel e é associado ao Rotary Club de São Paulo. É articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. É também coordenador dos sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br, e autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”, “O segredo de Darwin”,“2012...e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens” e “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade (Madras Editora)”. E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7
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