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FORMAR BOAS EQUIPES

Benedicto Ismael C. Dutra
12/12/2011



A cada dia que passa se torna mais difícil nos relacionarmos com as pessoas, seja no trabalho ou na vida pessoal. Em compensação o bom humor diminui em todos os setores. As equipes de trabalho sofrem muito disso. Imagine o violino com suas cordas. Para uma boa sonoridade e para ficarem firmes elas são constantemente tensionadas. As dificuldades nos relacionamentos humanos nos deixam tensos. O que é bom para o violino não é benéfico para os humanos. Os estados de tensão deixam os nervos esticados como cordas de violino, o que poderá provocar muitos inconvenientes.

Por que se torna tão difícil um relacionamento natural e desarmado visando à melhora geral? Em primeiro lugar porque vivemos uma fase de limitação de recursos e muita competitividade. Em situações como essa, a mútua confiança tende a ceder lugar ao “salve-se quem puder” devido ao medo de perder a posição conquistada. Ademais, o ego fortalecido não abre espaço para a boa compreensão e cooperação. Nesse sistema as pessoas não dividem créditos nem glórias, querem tudo para si.

Para a escritora Maria Regina Vicentin, há os que julgam estar sempre certos e tentam impor seu modo de pensar e estilo de vida ao outro, por vezes, diminuindo-o, humilhando-o, como se somente a sua forma de pensar fosse a correta. Em contrapartida, há os que resistem ao diálogo e assistem comodamente o desenrolar dos acontecimentos escondidos sob seu silêncio indiferente. Importa apenas o seu mundo interior, seus próprios pensamentos e seu conforto emocional. Leitura completa em: A DIFÍCIL ARTE DE RELACIONAR-SE.

Nesse contexto fica fácil entender a pergunta do professor Paulo Sérgio: As pessoas crescem sob sua liderança? Precisamos de gente mais experiente, competente, que nos mostre a direção, que nos dê o norte necessário para evoluirmos, sobretudo, profissionalmente. Quando vejo que meu líder é essa pessoa que me fará crescer, eu faço o meu melhor, produzo mais, vendo mais, me comprometo mais com os resultados. Leitura completa em: AS PESSOAS CRESCEM QUANDO ESTÃO AO SEU LADO?

Nesse mundo competitivo haverá real interesse de que os colaboradores cresçam ou o que se quer é que eles cumpram o seu papel de acordo com os manuais sem maiores questionamentos que possam causar inquietações?

Dominados pela arrogância muitos líderes estranham a humildade. Dissimulados primam por ocultar suas reais intenções. Atentos a tudo farejam o perigo de longe, o perigo de que seu real querer venha à luz evidenciando a sua falta de generosidade e consideração.

Para cumprir o seu papel os líderes deveriam se preocupar com o crescimento pessoal de sua equipe, permitindo o desenvolvimento de objetivos compartilhados e participação efetiva na busca de soluções e resultados, aproveitando  a experiência dos mais antigos e promovendo a sua integração com as novas gerações. Esta é a melhor maneira de formar e conservar equipes eficientes nesta fase turbulenta em que as novas gerações se encontram despreparadas e sem motivação para avançar continuamente, pois a reposição dos quadros que se vão reduzindo por afastamentos e aposentadorias já é uma grande preocupação em muitos setores dos empreendimentos humanos, inclusive na área hospitalar que exige conhecimento e dedicação.

Para alcançar os melhores resultados necessitamos formar equipes excelentes, grupos de pessoas que funcionam juntas de forma extraordinária, confiando umas nas outras, complementando os pontos fortes e compensando as limitações, com um objetivo em comum maior do que os objetivos individuais, gerando resultados extraordinários.

Em complemento, vejamos palavras de Luiz Roberto Fava: Os gestores já acordaram para o fato que colaborador é GENTE, PESSOA, gente que pensa, gente que faz, que ri, que chora, que produz, que vende, que inova, que faz a empresa crescer e ter lucro, gente que constrói o sucesso da corporação GENTE, PESSOAS! E, para mais, também já se conscientizaram que cada colaborador é um indivíduo, indivisível, único e que possui corpo, mente e alma. Gestores que possuem plena consciência deste fato farão o possível e o impossível para transformar o local de trabalho no segundo lar do colaborador. Um ambiente onde sua felicidade e sua motivação constantes se transformam em produtividade e lucro e onde todos ganham. Leitura completa em: BOMUMOR S.A – UMA EMPRESA BEM HUMORADA.



Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel e é associado ao Rotary Club de São Paulo. É articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. É também coordenador dos sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br, e autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012...e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens” ,“A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin - Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7
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