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O HOTEL EXÓTICO

Benedicto Ismael C. Dutra
31/05/2012



Trata-se de um filme que mostra o grande contraste entre um país desenvolvido  e a Índia, cujo viver está bem adaptado às  suas condições, apesar da sua grande população. Um grupo de aposentados britânicos que decide refugiar-se na Índia. Menos cara e, aparentemente, exótica. Atraídos por anúncios do recém restaurado Hotel Marigold e seduzidos com visões de uma vida de lazer, eles chegam ao destino sem saber exatamente o que iriam encontrar, nem que rumos dariam às suas vidas.

Embora o novo ambiente se apresente muito diferente do que esperavam e com algumas deficiências, eles serão envolvidos por novas experiências, descobrindo que a vida e o amor podem começar de novo se  conseguirem se desprender do passado, dedicando-se  ao presente com toda a energia. O grupo fica se conhecendo no aeroporto. Aos poucos, no cenário exótico da Índia, os personagens vão revelando aspectos de sua vida interior,  que na maioria das vezes ficam ocultos.

Douglas e Jean formam um casal que teve a situação financeira abalada após a aposentadoria do marido. Jean não aceita a situação de dificuldades, e não perde oportunidade para mostrar o seu mau humor e descontentamento com a vida e com o marido, aborrecendo-o em todas as oportunidades com reclamações e queixumes, dificultando a reconstrução da vida.

Evelyn é viúva que perdeu o marido há  pouco e decide fazer, pela primeira vez, uma viagem longe da família. Ela sente o peso da responsabilidade de cuidar de si mesma, mas não se abate, procurando usar a sua experiência para obter um emprego e sentir-se útil tendo algum rendimento.  Evelyn preocupava-se com o humano que há em cada um de nós, repudiando a robotização e aspereza às quais as pessoas estão submetidas.

Muriel é uma ex-governanta, racista maníaca, que precisa de uma cirurgia o que a leva ao exótico país. Aos poucos ela vai revelando discernimento e bom senso.Graham é um jurista recém-aposentado acorrentado às lembranças do passado, que volta ao local depois de vários anos. Norman tinha vontade de se sentir sexualmente potente em sua idade e Madge tinha como objetivo conhecer algum velho ricaço.

São esses alguns dos personagens principais do filme. Todos se hospedaram no Hotel Marigold, que é administrado pelo empolgado Sonny que tinha sonhos, mas não sabia como realizá-los, e que tinha como lema “sempre há um final feliz”, é só saber aguardar, não basta sonhar com o que se quer, é preciso transformar o querer em ação.

O filme distrai, porém, mostra que nenhum dos aposentados chegou a fazer uma reflexão mais profunda sobre o sentido da vida, apesar da boa educação inglesa que receberam e da idade avançada, que os levou a procurar novos caminhos na vida.

Interpretes: (Muriel) Maggie Smith; (Douglas) Bill Nighy; (Jean) PenelopeWilton; (Evelyn) Judi Dench; (Graham) Tom Wilkinson; (Norman) Ronald Pickup; (Madge) Celia Imerie, (Sonny) Dev Patel.



Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel e é associado ao Rotary Club de São Paulo. É articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. É também coordenador dos sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br, e autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”, “O segredo de Darwin”,“2012...e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens” e “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade (Madras Editora)”. E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7
Comentários:


Fernando Ribeiro comentou em 01/06/2012 - 22:06:20

Vou assistir logo que puder!

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