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CONVERSA POSITIVA

Benedicto Ismael C. Dutra
03/08/2012



Com tanta inquietação a convivência humana anda meio espetada. As conversas nem sempre são o que deveriam ser, estão envenenadas. Houve uma época menos pressionada na qual as conversas eram mais leves, agradáveis de ouvir. As pessoas faziam uso de um certo bom senso, como na fábula dos pequenos porcos espinhos, que nas noites de muito frio ficavam juntinhos para se aquecer tomando todo o cuidado para não se espetarem mutuamente. As pessoas também deviam tomar todo o cuidado para não deixar escapar palavras agressivas que possam ferir o outro.

Então, quando uma pessoa falava que faria alguma coisa, como fazer uma viagem, um passeio, um curso, as pessoas usavam de palavras de incentivo, sem inveja ou ressentimento, demonstrando a sua amizade e consideração.

Atualmente, movidas pela inveja e raiva de que o outro está alcançando algo cobiçado, muitas conversas são ásperas. As pessoas aproveitam as oportunidades para descarregar o veneno de seu descontentamento e frustrações. Se a conversa se encaminhar para algo que possa por às claras as suas reais intenções e falta de sinceridade, rapidamente cortam o assunto com rispidez.

As palavras refletem o íntimo de quem fala. Pessoas generosas sempre oferecem palavras amistosas, edificantes, que fortalecem, são pessoas que recebem e retribuem espontaneamente com alegria. Palavras duras reveladoras de descontentamento criam um ambiente de inquietação. Palavras ásperas, ditas com menosprezo, sob o calor da raiva, produzem desânimo e tristeza a quem são dirigidas. Se não houver um esforço sincero para desfazer esse clima, a situação tende a um emaranhado de mal entendidos e falatórios grosseiros, que cada vez fica mais difícil de ser desfeito.

Muitas vezes a causa do menosprezo está no orgulho ofendido pela presença de um espírito mais esclarecido e com desapego das ninharias materialistas. Então o ofendido apela para a grosseria, querendo demonstrar sua suposta superioridade fundamentada nas exterioridades. São pessoas que não respeitam a lei do equilíbrio, achando que podem fazer exigências, pois acham que têm direitos e não precisam se preocupar em retribuir o que recebem. Com arrogância pensam só em si e nos seus interesses.

As conversas positivas indicam que as palavras estão sendo empregadas de forma certa, pois contribuem para a construção sadia. Cada palavra desencadeia um efeito misterioso de conformidade com o íntimo de quem a emprega, trazendo-lhe de volta aquilo que estiver semeando. Temos de ouvir a intuição para sentir e pesar o que cada momento nos traz, e saber com exatidão que palavras utilizar, de apoio, incentivo, conforto ou de forte defesa se necessário. Necessitamos de palavras de amizade, confiança e amor, que afastem o medo e nos tragam coragem e perseverança para a realização de nossos sonhos de alcançar maturidade e feliz contentamento.



Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel e é associado ao Rotary Club de São Paulo. É articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. É também coordenador dos sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br, e autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012...e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens” ,“A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin - Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7
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