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O FUTURO DA ECONOMIA

Benedicto Ismael C. Dutra
13/03/2013



A população mundial atingiu o número de sete bilhões de pessoas, o que cria pressões em todos os setores da vida. Em decorrência, o crescimento econômico se tornou a grande preocupação dos governantes. Em artigo publicado no jornal O Estado de São Paulo, o jornalista Celso Ming disse que em praticamente todos os países a política econômica está voltada prioritariamente para a geração de empregos o que, por sua vez, está condicionada à geração de riquezas. Mas até quando se pode contar com esse tipo de estratégia?

Com o advento das novas tecnologias e a inclusão de milhões de trabalhadores em várias nações do mundo e, em particular, nas da Ásia, criar empregos tem sido uma tarefa árdua. Estamos diante de um quadro inédito de dificuldades. O novo relatório lançado pela Divisão de Política de Desenvolvimento e Análise do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da Organização das Nações Unidas (ONU) indica que o crescimento econômico mundial tende ao declínio, pois foi consideravelmente mais fraco durante 2012, e deverá se manter frágil nos próximos anos. As dificuldades nas grandes economias dos países desenvolvidos decorrem do desequilíbrio entre produzir e assegurar renda para manter o consumo.

Segundo o relatório, muitas dessas economias, em especial as europeias, estão presas num "ciclo vicioso de desemprego elevado, queda no consumo, instabilidade do setor financeiro, riscos soberanos elevados, austeridade fiscal e baixo crescimento".

Quanto aos Estados Unidos, Nouriel Roubini, professor da Universidade de Nova Iorque e presidente de uma empresa de consultoria que leva o seu nome, alertou para o elevado déficit que pode despertar a insurgência dos mercados contra a dívida do país que não para de crescer, tal como aconteceu na Europa. Uma paralisação dos mercados financeiros levaria a economia ao caos, desorganizando a produção e o consumo em escala global.

Os Estados Unidos continuarão sendo a grande potência econômica, pois são mais organizados, planejam em longo prazo e contam com uma população melhor preparada. No entanto, como o crescimento mundial se defronta com seus limites críticos, é possível que haja um acirramento da guerra das moedas, com a flexibilização da liquidez. Porém, mais dinheiro não resolverá a questão do limite dos recursos naturais e do disciplinamento do consumo e do padrão de vida. Os interesses contrários impedem que haja um consenso tendente ao bem geral, embora a superpopulação exija que ocorra um bom entendimento para evitar o caos social.

Desde longa data os humanos gostam de indicar um culpado para as suas misérias, tranquilizando-se com isso e não pesquisando as causas reais. Para muitos o capitalismo é o grande vilão por propiciar o crescimento da corrupção. Para outros as contínuas interferências dos governos desarrumam a economia. Pessoalmente, acho que o problema da corrupção não está no capitalismo ou socialismo, mas sim no ser humano dito materialista, que se corrompe devido à sua cobiça de dominar e se achar dono do mundo, permitindo que os fins justifiquem os meios. Para o escritor alemão Abdruschin (pseudônimo de Oskar Ernst Bernhardt – 1875-1941), o homem entregou‑se ao materialismo, eliminando as aspirações mais elevadas, provocando cisões e ódio mútuo. Com a sintonização errada dos indivíduos, o falhar tornou-se visível em toda parte. Para onde quer que se olhe, há um quadro da mais desoladora confusão e miséria.

Lamentavelmente, diante do rolo compressor do materialismo, estamos sendo conduzidos para uma completa alienação do sentido da vida, o que nos reduz à condição de máquinas sem conteúdo, afastadas da Luz, sem que haja plena consciência disso. Quanto mais persistimos nessa situação, mais ficamos sujeitos ao atraso no desenvolvimento humano, incapacitando as novas gerações para a construção de um futuro melhor.



Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel e é associado ao Rotary Club de São Paulo. É articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. É também coordenador dos sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br, e autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”, “O segredo de Darwin”,“2012...e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens” e “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade (Madras Editora)”. E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7
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