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OZ, MÁGICO E PODEROSO faz refletir sobre as emoções

Benedicto Ismael C. Dutra
16/05/2013



Não há nada como a magia do cinema para nos transportar para lugares nunca antes imaginados e nos fazer viver momentos de pura fantasia. E em muitos casos, mesmo que o enredo e os personagens não tenham semelhança com a realidade, eles nos levam a refletir sobre o comportamento e as emoções humanas. É o que acontece com o filme Oz, Mágico e Poderoso, lançado recentemente no Brasil. Trata-se de uma versão cinematográfica do reino encantado criado pelo escritor L. Frank Baum, tão bem descrito em seus 14 livros publicados entre 1900 e 1920.

Para os saudosistas, esta versão em nada lembra o filme imortalizado por Judy Garland e que foi às telas em 1939. O mágico Oscar Diggs, interpretado pelo ator James Franco, arrogante e prepotente, acaba sendo transportado para a terra de Oz, onde conhece as irmãs – e bruxas malvadas – Theodora e Evanora, vividas respectivamente pelas atrizes Mila Kunis e Rachel Weisz. Seduzido pela beleza das jovens, o ilusionista se deixa levar pela própria vaidade e egoísmo, e acaba acreditando que a doce Glinda (Michelle Willians) representa o mal e precisa ser enfrentada para que não prejudique a população daquele reino. O que nos leva a pensar quantas vezes, na vida real, não deixamos que pessoas mal intencionadas nos influenciem, fazendo-nos cometer injustiças e julgamentos errôneos.

O que salva Oscar é a lembrança de um amor do passado que Glinda desperta nele, o que o faz prestar mais atenção na bruxinha do bem e perceber que seu comportamento em nada se assemelha ao de alguém realmente malvado. Theodora, de outro lado, não era de todo maléfica. Ela até tinha bom coração, mas influenciada pela irmã, deixou-se contaminar pelo ódio e sufocou o seu eu interior para se tornar tão má e vingativa quanto ela, perdendo a beleza e a graça feminina. Seduzido ele não percebe o quanto essas mulheres se deixaram dominar pelo lado obscuro da vida…

Dividido entre tentar descobrir quem é do bem e quem é do mal, Oscar se depara com um lugar rico em belezas, cheio de riquezas, estranhas criaturas e também mistérios. São lindas paisagens, bosques cobertos de flores e cascatas deslumbrantes que formam o cenário digno dos contos de fadas para alegrar e instruir crianças de todas as idades sobre valores, sentimentos e ações.

Vivendo este conflito, o ilusionista, acaba sendo diretamente influenciado pela bondade de Glinda, que quer ver nele não o cínico conquistador, mas o herói do bem, que precisa acreditar em si mesmo para realizar obras de verdadeira importância e grandeza. Comovido pela fé que a bruxinha do bem deposita nele, Oscar se dispõe a usar toda a sua criatividade em defesa do povo simples e generoso de Oz para livrá-lo de vez das garras das bruxas malvadas, que não aguentavam ver ninguém feliz sem ficar dominadas pela inveja. Nessa nobre missão, o mágico contou com a inusitada ajuda de Finley, o macaquinho alado com sua sabedoria inocente, e também com a menina de porcelana, meiga como uma flor.

Apesar de a crítica não ter sido muito elogiosa, Oz, Mágico e Poderoso é um filme para crianças, mas que agrada também aos adultos, especialmente aos que estão cansados de ver tanta violência sem sentido e o triunfo das nulidades.



Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel e é associado ao Rotary Club de São Paulo. É articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. É também coordenador dos sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br, e autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”, “O segredo de Darwin”,“2012...e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens” e “A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade (Madras Editora)”. E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7
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